Há alturas da vida que um humano sente necessidade de libertar todas as suas ideias escondidas e mais atrevidas e exploratórias...gritar mais alto o que nos magoa e entristece, o que nos faz bem e poderíamos ter todos os dias que não nos enjoávamos.
Por vezes penso que devíamos ter esse benefício de poder ter todos os dias algo que nos fizesse bem à alma, nem que fosse um abraço de quem mais precisamos...o deliciar de algo saboroso que nos aqueça o coração...ou algo prazeroso que pudéssemos observar até oxigenar as nossas energias...
Deveríamos ter uma lista das coisas que mais gostamos também no nosso bilhete de identidade, ou será que não é importante, da mesma forma que renovamos a nossa identidade também renovamos os nossos gostos...ou isso não é exatamente a mesma coisa?!
Na minha perspectiva os nossos gostos estão associados/aliados à nossa identidade...até podem ser mesmo eles que auxiliam a construí-la e encorporarem-na.
É desafiador e até engraçado se pensarmos que quando somos pequenos adoramos tudo o que é adulto e até ambicionamos ser crescidos rápido....e quando adultos adoramos tudo o que é pequenino e até gostaríamos de voltar a ser de tenra idade...
Todavia, nem precisamos de ir de uma faixa etária a outra para verificarmos mudança de gostos...podemos mesmo mudar de gosto de par de meses para outro...agora gostamos de calças de ganga rasgadas e o mais extravagante possível, como daqui a dois meses as leggings é que são o "hit".
A mente humana tem os seus fascínios como também pode ter os seus delírios...não deixa de ser uma preciosidade e fazer parte dos meus gostos.
PA
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